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COMUNICADO SOBRE A FEDERAÇÃO PARA A PAZ UNIVERSAL

Nota Oficial do Bispo Diocesano, D. Manuel António Mendes dos Santos, sobre a Federação para a Paz Universal.

Já fui convidado várias vezes para participar em encontros de uma chamada “Federação para a Paz Universal”. O último convite foi há alguns meses e tratava-se  de um grande encontro a realizar em Seul, capital da Coreia do Sul. Delicadamente recusei o convite porque há muito que sei que esta dita Federação para a Paz Universal é um meio de proselitismo da Seita chamada Igreja da Unificação, fundada por Sun Myung Moon em 1954, na Coreia do Sul. Quem quiser saber mais coisas sobre esta seita, basta consultar a internet.

Numa das páginas desta “Federação” nós encontramos a confirmação de tudo isto. Dizem eles: “A Federação da Paz se alicerça no fundamento estabelecido, durante décadas, através de uma grande lista de organizações e programas fundados pelo Doutor Sun Myung Moon, incluindo a Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial (conhecida como Igreja da Unificação), estabelecida em 1954 e a Federação das Famílias para a Unificação e Paz Mundial, estabelecida em 1996. Mais recentemente, em 1999, o Dr. Moon fundou a Federação Inter-religiosa e Internacional para a Paz Mundial (IIFWP) como uma organização dedicada ao desenvolvimento de novos modelos de governos, guiados por representantes de religiões e governos numa parceria respeitosa, pacífica e cooperativa em benefício da paz.”

Certamente que todos nós desejamos a paz, mas esta Federação não é a paz que procura, mas sim a disseminação das ideias e princípios da Igreja Moon. Nesta Igreja, os casamentos multitudinários são um dos acontecimentos mais chamativos. Estes casamentos são absurdos, são espectáculo, e a constituição de uma família não pode ser transformada em espectáculo.

Convido, pois, as autoridades santomenses a conhecerem melhor esta dita Federação antes de aceitarem participar nas suas actividades. Infelizmente nos últimos tempos São Tomé tem servido de palco a muitos shows religiosos, onde os únicos beneficiários são os actores que realizam o show.

Ficam algumas perguntas: Que se pretende verdadeiramente com as formações de carácter? Com que autoridade se recolhem dados pessoais em inquéritos duvidosos? Será que a oferta de viagens e bens justifica vender a nossa fé?

Desde já, afirmo que um católico não deve participar nas actividades desta dita Federação.

Deus abençoe São Tomé e Príncipe e nos dê capacidade de discernirmos os caminhos da verdade, sem nos deixarmos manipular por interesses obscuros.

 

São Tomé, 1 de agosto de 2019.

 

+ Manuel António Mendes dos Santos, CMF

Bispo de São Tomé e Príncipe