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Papa convida todos os cristãos a rezar o Pai-nosso ao mesmo tempo

"Nestes dias de provação, quando a humanidade estremece pela ameaça da pandemia, gostaria de propor a todos os cristãos a unirem as suas vozes para o céu”, pede o Papa, que também na sexta-feira presidirá um momento de oração no patamar da Basílica de S. Pedro.

 

Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé | Rui Jorge Martins

O Santo Padre convidou ontem os cristãos de todo o mundo, independentemente das suas Igrejas e Comunidades a que pertencem, a rezarem a oração que Jesus ensinou, o Pai-nosso, na próxima quarta-feira, 25 de março, ao meio-dia.

Com esta iniciativa, que decorrerá na data em que liturgicamente se assinala a anunciação do anjo a Maria – nove meses antes do Natal –, os cristãos respondem «à pandemia do vírus», afirmou Francisco, após a oração do Angelus, que proferiu na Biblioteca Apostólica do Vaticano.

Para a próxima sexta-feira, 27 de março, o Papa convida a participar numa oração a que presidirá, perante a Praça de S. Pedro, vazia, a transmitir para todo o mundo pelos meios de comunicação, na qual se meditará na Palavra de Deus, haverá um tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento e a bênção “urbi et orbi” (à cidade e ao mundo), a que será incorporada a possibilidade de receber a indulgência plenária.

Depois de pedir a proximidade dos cristãos às pessoas mais sós – na missa a que presidiu, antes, rezou pelas vítimas do coronavírus, em particular pelas que morrem sozinhas -, e também às que assumem protagonismo nestes dias, como médicos, enfermeiros, polícias, exército, autoridades governamentais, Francisco sugeriu a leitura pausada e meditativa, neste IV Domingo da Quaresma, do capítulo nono do Evangelho segundo S. João.

 

As palavras de Francisco:

«Nestes dias de provação, quando a humanidade estremece pela ameaça da pandemia, gostaria de propor a todos os cristãos a unirem as suas vozes para o céu.

Convido todos os chefes das Igrejas e os líderes de todas as Comunidades cristãs, juntamente com todos os cristãos das várias confissões, a invocar o altíssimo Deus omnipotente, recitando, simultaneamente, a oração que Jesus, nosso Senhor, nos ensinou», começou por dizer o papa.

Convido, portanto, todos, a fazê-lo muitas vezes ao dia, mas, todos juntos, a recitar o Pai-nosso na próxima quarta-feira, 25 de março, ao meio-dia, todos juntos.

No dia em que muitos cristãos recordam o anúncio à Virgem Maria da incarnação do Verbo [Jesus], possa o Senhor escutar a oração unânime de todos os seus discípulos que se preparam para celebrar a vitória de Cristo ressuscitado.

Com esta mesma intenção, na próxima sexta-feira, 27 de março, às 18h00, presidirei a um momento de oração no adro da basílica de S. Pedro, com a praça vazia.

A partir de agora, convido todos a participar espiritualmente através dos meios de comunicação. Escutaremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, no termo, darei a bênção “urbi et orbi”, a que será incorporada a possibilidade de receber a indulgência plenária.

À pandemia do vírus queremos responder com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura. Permaneçamos unidos, façamos sentir a nossa proximidade às pessoas mais sós e mais provadas. A nossa proximidade aos médicos, agentes de saúde, enfermeiros, enfermeiras, voluntários. A nossa proximidade às autoridades, que têm de tomar medidas duras, mas para o nosso bem. A nossa proximidade aos polícias, aos soldados, que, nas estradas, procuram manter sempre a ordem, para que se cumpram as coisas que o Governo pede para que se façam para o bem de todos nós. Proximidade a todos.

Exprimo também a minha proximidade à população da Croácia, atingida esta manhã por um terramoto. O Senhor lhes dê a força e a solidariedade para enfrentar esta calamidade.

E não vos esqueçais: hoje, pegai no Evangelho e lede tranquilamente, lentamente, o capítulo 9 de João. Também eu o farei. Fará bem a todos.

A todos desejo um bom domingo. Não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço, e até à vista.»