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Carta do Ano Pastoral 17/18

Caros sacerdotes, Irmãs e Irmãos Consagrados, Catequistas, cristãos de boa vontade!

Estamos a aproximar-nos do início de mais um Ano Pastoral. É tempo de olhar o passado, mas sobretudo de preparar o futuro.

Nesse sentido, gostaria de recordar alguns pontos-conclusões da reflexão partilhada na Assembleia Diocesana do passado dia 8 de Julho:

 

  1.  Valorizar os meios de comunicação Social na pastoral: a missa na TVS, a Rádio Jubilar (fazer da Rádio Jubilar um instrumento verdadeiramente evangelizador), saber usar as plataformas sociais na evangelização (criar a página da Diocese na WEB, com ligações às várias paróquias e que nela haja a possibilidade de responder às perguntas e dúvidas dos fiéis), etc.
  2. Presença mais próxima dos párocos junto dos seus fiéis, nos vários grupos e movimentos, nas comunidades rurais… Que se reze pelos sacerdotes e que, na Eucaristia, haja mesmo uma oração própria por eles.
  3. Melhor articulação entre as paróquias e os Secretariados diocesanos. Que os vários Secretariados e Comissões façam o seu programa anual e o levem à prática.
  4. Potenciar a formação dos fiéis, com especial atenção à formação bíblica, litúrgica e catequética. Aposte-se fortemente na formação de catequistas e líderes evangelizadores nestes campos.
  5. Criar os “Ministros da Palavra”, que possam presidir a celebrações e formações nas comunidades onde o sacerdote não se pode fazer presente. Escolham-se pessoas idóneas, com boa reputação moral e religiosa, e formem-se para esse serviço, acompanhando-as e enviando-as.
  6. Uniformizar os critérios no que se refere à administração dos sacramentos e procure-se cuidar a sua preparação.
  7. Aposte-se numa pastoral de proximidade com os jovens, encontrando espaços e momentos de formação e celebração mais adaptados a eles.
  8. Dê-se atenção particular à pastoral da caridade: procure-se dinamizar e fortalecer a CARITAS Diocesana, criem-se e dinamizem-se as CARITAS paroquiais, cultive-se o sentido de solidariedade nas nossas comunidades, apoie-se obras e movimentos de caridade (misericórdia, vicentinos, etc.)
  9. Apostar numa formação capaz de responder às “seitas” e saber acolher quem regressa à comunidade.
  10. Criar uma Comissão litúrgica que funcione e que defina critérios para as celebrações (danças e coreografias na Eucaristia, a música e os cantos apropriados, etc.).
  11. Dar uma atenção particular à pastoral familiar: dinamizando os CPM’s, apostando nos movimentos de casais, acompanhando os matrimónios jovens, formar para a família.
  12. Reflectir sobre a situação de pessoas adultas que se querem baptizar, mas vivem em situação de “amigadas” e sem possibilidades de deixar essa situação.
  13. Reflectir sobre o porquê do abandono dos sacerdotes a que temos assistido ultimamente. Porque está a acontecer isso? Que razões levam um sacerdote, na plenitude da vida, a abandonar o seu ministério? Não terá a ver com uma certa “laicização” dos nossos padres, a falta de uma identidade forte, a falta de diálogo e apoio nas situações de crise?
  14. Dê-se uma maior atenção à pastoral vocacional, tendo em conta que o tema do próximo Sínodo dos Bispos pretende abordar também esse tema.
  15. Ver a possibilidade de criar na Diocese o diaconado permanente.
  16. Pastoral Juvenil: – Necessidade de ir ao encontro dos jovens, das suas expectativas, dos seus sonhos e angústias. Definir estratégias para uma pastoral de acompanhamento e procure-se integrar os jovens na Igreja, comprometê-los;
    1. dar-lhes esperança, perspectivas de futuro;
    2. potenciar os grupos de jovens, tornar a pastoral juvenil mais dinâmica e próxima dos jovens, dinamizar a pastoral bíblica entre os jovens;
    3. fazer deste ano um ano centrado nos jovens, na sua formação, com celebrações próprias para eles. Que cada mês haja um tempo especial para os jovens.
    4. declarar o Ano Pastoral 2017/18 o Ano da Juventude.

Tendo em conta estas observações, vamos procurar pensar este Ano Pastoral que ora se inicia. Vamos centrar a nossa atenção nos jovens, mas sem esquecer a família, a catequese, a pastoral da caridade, a celebração da fé (liturgia).

São Tomé, 15 de Agosto de 2017