Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

15ª Semana – Quarta-feira – T.C.

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Mt 11, 25-27

“… escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”.

 

O momento que Jesus está vivendo não é um daqueles bons: João Batista acabou na prisão, a hostilidade contra Ele cresce na Galiléia, os milagres feitos em Cafarnaum e no lago não têm surtido tanto efeito a ponto de atrair  os “sábios e inteligentes”.

Curiosamente, apesar disso, o Mestre se alegra no Espírito porque sente que o Pai encontrou os novos e imprevisíveis companheiros para construir o seu Reino: os “pequeninos”.  Estes, uma vez que os primeiros destinatários do Evangelho não demonstraram interesse, questionaram-se, dizendo-se dispostos a colaborar.

E o Senhor louva o Pai que os escolheu, pessoas humildes e não contaminadas por presunções e preconceitos, como cidadãos do seu Reino – “Eu te bendigo, ó Pai … porque … estas verdades revelastes aos pequeninos”. De facto, sendo “pequeninos” aos olhos do mundo, confiam as próprias vidas ao Senhor porque sabem que não podem contar com os próprios recursos humanos.

E Jesus, durante a sua vida terrena, sempre os procurou: nos enfermos para os curar, nos possuídos para os libertar, nos aflitos para lhes anunciar a esperança que Ele mesmo trouxe à terra.

Saibais disto, queridos irmãos e irmãs, Deus não se deixa impressionar pela grandeza, pela inteligência e pela sabedoria humanas. Aqueles que chamam atenção a Sua ternura são os “pequeninos”, os últimos e os marginalizados.

Com Jesus se aprende mais com o coração do que com a cabeça: de fato, o amor não é um mestre entre os outros;  ele é o Mestre por excelência e requer constância.  Só o discipulado do coração impede que aqueles que se consideram mais sábios do que os outros sejam analfabetos do amor.

Por isso, caríssimos, procuremos descer das nossas presunções e dos nossos preconceitos, para nos tornarmos pequeninos, e assim conhecer o Pai.  E tornar-se pequenino ou criança significa para nós um renascimento interior, uma recuperação da simplicidade e da humildade do coração que infelizmente perdemos no caminho da vida.

Significa recuperar a visão e a audição da alma, a fim de se erguer e voltar a olhar para o Céu, porque Deus de Jesus é um Deus ardente, de fogo (cf. Lc 12,49).  Ele se revela com amor a cada pessoa que O busca com um coração sincero.

Boa meditação, caríssimos. JB

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