Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

14ª Semana – Quarta-feira – T.C.

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Mt 10, 1-7

“… chamou a Si os seus Doze discípulos

 

Jesus chama, convoca os discípulos para a missão, “primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Ele os chama a Si.  E para alguém como Simão, Jesus até muda o seu nome – “Pedro”.

Saibais disto, caríssimos: Jesus chamando a Si, dando ou mudando o nome, isto nos quer dizer uma coisa muito simples: estes discípulos, no bom sentido, passaram a pertencer Jesus, Ele se torna seu Senhor.  E, de fato, a tradução literal do Evangelho seria: “Jesus chamou a Si os seus doze discípulos“.

 “Os seus”. Eis aqui a equipe, formada por homens todos desconhecidos e irrelevantes. Nenhum nome famoso.

A escolha de Jesus, ademais, se distancia muito da prática dos rabinos, segundo a qual sempre foram os discípulos a escolherem os seus mestres.  Em vez diss, o próprio Jesus escolherá os “seus” discípulos.

Ele reúne homens com características diferenciadas a fim de estimular a missão em equipe.  Na realidade, eles tendem a fazer prevalecer as qualidades individuais, tornando-se credíveis testemunhas da sua Palavra.

A eles, experientes em barcos, Jesus confiará a pesca dos homens (cf. Mt 4,19), sem o auxílio de redes.  Eles terão que fazer três coisas: estar com Ele, pregar e expulsar demônios.

Nasce a Igreja: não será um clube de fãs, amantes do incenso e das coisas religiosas, mas um grupo de pessoas empenhadas em tirar os homens da água, que é este efêmero mundo, proclamando-lhes que “está perto o reino dos Céus”.

É consolador que não tenham sido escolhidos os melhores, mas sim homens, formados de um mix de covardia, fragilidade e coragem, de pecado e santidade, sendo esta última graças a Jesus.

Eis aqui a Igreja que é, como diz Papa Francisco, “em saída”: um grupo de pessoas que decidiu dar lugar a Deus e se tornar eco da sua Palavra.

Nós também, com o nosso batismo, fomos convocados, nos foi dado um nome, uma missão que é preservar a proximidade, a presença de Deus, em palavras e ações. A nossa profissão de fé em Deus não é credível se a nossa vida não a testemunhar. Pois “se a fé não se traduz em ações, por si só esta morta” (Tg 2,17).

Devemos absolutamente deixar que a feliz mensagem de Deus entre em nós ainda mais: nos estamos com Ele, e Ele está conosco. Mas é o nosso compromisso ser uma terra acolhedora, uma boa terra para que a Sua livre com descendência possa interceptar a nossa humilde docilidade.  Em resumo, é o nosso “sim” àquele “chamou a Si” ou chamamento, do qual fala o Evangelho de hoje.

Boa reflexão, caríssimos. JB

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