Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

17ª Semana – Segunda-feira – T.C.

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S. JOAQUIM E S. ANA, Pais da Virgem Santa Maria

Segundo uma antiga tradição, que remonta ao séc. II, assim se chamavam os pais da Santíssima Virgem Maria. O culto de Santa Ana existia no Oriente já no séc. VI e estendeu-se ao Ocidente no séc. X. Mais recentemente foi introduzido o culto de São Joaquim.

 

Mt 13, 31-35

O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda… ao fermento…

 

Jesus, para definir o Reino de Deus, fala de mostarda e fermento, produtos de fraca visibilidade.  Ele manifesta, portanto, com estas duas parábolas, a preferência por coisas imperceptíveis como materiais para a construção do seu Reino.

É um convite à simplicidade e à humildade, qual estilo tipicamente divino.  Deus quer que nos libertemos de qualquer ilusão de onipotência.  Ele ama e prefere o baixo perfil.

Ademais a presunção e a ambição não coadunariam com o nosso ser cristão, antes  pelo contrário, elas repropõem o pecado original com o qual o homem tentou rivalizar-se com Deus.

Por isso, a semente, qual Palavra de Deus, deve ser cuidada, regando-a, fertilizando-a e libertando-a das ervas daninhas. Pois, a presença de Deus não é mágica ou um dado adquirido: sendo uma realidade misteriosa, merece uma resposta cuidadosa e exigente de nós.

Então, Ele nos envolve na construção do seu Reino: Ele nos convida a sujar as mãos, a nos ocupar.  Assim como a terra participa do crescimento da semente, assim como a massa é formada graças à ação do fermento, devemos oferecer a cooperação da nossa fé, da nossa esperança e da nossa caridade à presença secreta do Reino em nós.

Caríssimos, este mundo carrega um outro mundo no seu ventre, que cresce lentamente: é o Reino de Deus. Cresçamos, portanto, na paciência, porque não é fácil ser o que queremos.

E o Senhor nos conhece, vê a nossa fé, o nosso desejo de nos tornar santos, a nossa incapacidade de alcançar a tal meta (pois, como pecadores, frágeis e cheios de limitações, etc.) se não nos der ao fogo inebriante de seu amor.

Sendo assim, peçamos a Ele que, ao comungar o Seu Corpo e o Seu Sangue, possamos nutrir a vida divina dentro de nós, permitindo que a árvore da nossa graça batismal cresça, para a glória de Deus e a alegria de nossos irmãos.

S. Joaquim e S. Ana, rogai por nós.

Boa meditação e bom início da Semana, caríssimos. JB

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