Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

19ª Semana – Sexta-feira – T.C.

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Mt 19,3-12

“… o Criador, no princípio, os fez homem e mulher

 

Hoje, Jesus responde às perguntas dos seus contemporâneos sobre o verdadeiro significado do matrimónio, sublinhando a sua indissolubilidade, “não separe o homem o que Deus uniu”.

A resposta, entretanto, também oferece a base adequada para os cristãos responderem àqueles com coração obstinado que planejaram ampliar a noção do matrimónio também para casais do mesmo sexo.

Para uma interpretação correta do matrimónio no plano original de Deus, Jesus destaca quatro aspetos importantes, segundo os quais apenas um homem e uma mulher podem se unir no matrimónio:

1) “O Criador, no princípio, os fez homem e mulher”. Jesus nos ensina que a masculinidade e feminilidade têm grande importância no plano divino. Ignorá-lo, portanto, é ignorar o que somos.

2) “Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa”. O plano de Deus não é que o homem abandone seus pais e vá com quem ele quiser, mas com uma mulher.

3) “Deste modo, já não são dois, mas uma só carne”. Deus quer que marido e mulher permaneçam unidos como “uma só carne” (‘una caro’). E essa união corporal vai além da breve união física que ocorre no ato conjugal. Refere-se à união prolongada que ocorre quando um homem e uma mulher, por meio do amor, geram uma nova vida, fruto de união duradoura dos seus corpos. É óbvio que um homem com outro homem, ou uma mulher com outra mulher, não pode ser considerado um só corpo.

4) “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. O matrimónio é um contrato pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio íntimo de toda a vida (cf. Código de Direito Canónico, can. 1055).  Esse contrato também implica a vontade de Deus inscrita na complementaridade dos sexos. O divórcio não tem em conta uma das partes do matrimónio, o próprio Criador. E enquanto tentarmos separar o que Ele uniu, estaremos fazendo isso por nós mesmos e em detrimento da sociedade.

Deus traz consigo para este mundo a ‘comunhão‘ como um dom. E se um homem “repudiar a sua mulher, a não ser em caso de munito ilegítima, e casar com outra, comete adultério”, está dividindo e se dividindo, não age como Deus. Por isso, não obstante as nossas fraquezas e imperfeições (próprias da nossa dimensão pecadora), é urgente que se comprometa a buscar o que une; que se evite a dureza ou a obstinação do coração, qual pior inimigo do sonho de Deus para os seus filhos e filhas.

Na sua catequese sobre o livro de Gênesis, o Papa João Paulo II disse: “na resposta aos fariseus, Cristo revelou aos interlocutores também esta ‘visão integral do homem’, sem a qual não pode ser dada nenhuma resposta adequada às interrogações relacionadas com o matrimónio e com a procriação. Precisamente esta visão integral do homem deve ser construída desde o ‘princípio’” (Audiência Geral, 02.04.80). Portanto, “no princípio, os fez homem e mulher. (…) Quem puder compreender, compreenda”.

Que cada um de nós faça “eco” desta Palavra de Deus no nosso tempo.

Boa meditação e bom fim de semana, caríssimos. JB

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