Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

20ª Semana – Segunda-feira – T.C.

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Mt 19, 16-22

Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?”

 

A pergunta deste jovem é um pedido de luz, o mesmo que muitos de nós fazemos a Jesus no decorrer da vida, um desejo latente de felicidade e saudade do infinito.

Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?” Ele se apresenta a Jesus determinado, entusiasmado, na esperança de encontrar uma resposta para seus porquês. E Jesus lhe dá atenção, fala com ele, dando-lhe indicações simples e acessíveis: seguir o caminho principal, observando os mandamentos, as “dez palavras”, em particular, os que se referem a relação com o próximo.

Mas para o espanto do Senhor, o jovem responde: “Tudo isso tenho eu observado. Que me falta ainda?” Talvez ele se presumia que fosse já perfeito … Eu não faria uma declaração dessa. Não! O jovem, como todos nós, ainda estava aquém da perfeição. Daí que Jesus ousa: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois vem e segue-Me”.

Que tristeza, caríssimos! Afinal, a felicidade não pode estar associada a determinadas tarefas a cumprir: “Faço ‘x’ número de orações, ‘x’ número de obras de caridade e daí me torno feliz”!  Não!  A felicidade não é simplesmente a soma de méritos.  É exatamente o contrário, portanto, uma subtração: não é fazer, mas deixar-se fazer; não é acumular, mas perder. Pois, “quem perder sua vida por causa de mim a encontrará” (Mt 10,39; 16,25).

Coitado, o jovem rico é um insatisfeito, mesmo se presumindo perfeito, lhe falta alguma coisa. Está faltando uma coisa: vai, vende, dá … E ele não tem nome, é um homem conhecido apenas por ser muito rico. O dinheiro assumiu a sua identidade. Já, outros ricos como Zaqueu, Levi, Lázaro, que conheceram Jesus, eles têm um nome porque não fizeram das coisas a sua identidade.

Eles pararam de buscar a segurança no dinheiro: “dá-o aos pobres”.  Mais que a pobreza, vale compartilhar; mais que a sobriedade, vale a solidariedade. O que Jesus nos propõe não é um homem privado de coisas, mas sim um homem livre por dentro, cheio de relações e com muitos laços de amizade. Ademais, as bagatelas, o pó deste mundo não têm lugar diante da pérola de Jesus, de valor inestimável.

Peçamos ao Senhor que nos nos faça admirar diante das suas maravilhas… e com essa admiração nos dê alegria para que tenhamos a paz no coração no meio das vicissitudes deste mundo; que nos livre de buscar a felicidade em tantas coisas que no fim das contas nos entristecem, prometem muito, mas não nos dão nada (cf. Papa Francisco, Homilia, Santa Marta, 23.05.16).

Boa meditação e bom início da Semana, caríssimos. JB

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