Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

22ª Semana – Segunda-feira – T.C.

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Lc 4, 16-30

Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías …”

 

Jesus entra na sinagoga: lê o livro do profeta Isaías e anuncia que a mesma profecia se realiza na sua pessoa e que, portanto, é o verdadeiro e definitivo Enviado de Deus, o Messias prometido.  Mas a reação dos presentes é violenta e raivosa.

Porquê? Todos conheciam aquele pergaminho, todos os sábados, a turno, liam as mesmas passagens.  No entanto, alguns especialistas não escapam do fato de que Jesus trunca a frase de Isaías pela metade.

O texto (traduzido do original ebraico) terminava assim: “e enviou-me a proclamar o dia de vingança do nosso Deus” (Is 61,2).  Jesus o subtrai, pára somente no “ano da graça do Senhor”.

Nada de vingança, nada de redenção espetacular contra os opressores políticos.  Nenhuma referência ao sempre emergente nacionalismo judeu.

Em vez disso, sim ao perdão e à conversão.  Eis aqui os dois dígitos do anúncio.  E o pergaminho do texto foi enrolado.  Jesus se permitiu de corrigir a Palavra da Lei.  Extraordinário!

Não é este o filho de José?  Em outras palavras: “Quem, este carpinteiro, pensa que é?; E desde quando os carpinteiros são profetas?” Mas Jesus interage com os rabinos, cita as Escrituras e explica como é difícil ser profeta – “nenhum profeta é bem recebido na sua terra”.

Ele acrescenta que apenas os estrangeiros, como a viúva de Zarepta e Naamã, o Sírio, reconheceram grandes profetas como Elias e Eliseu.  E daí, começa o alvoroço.

Se parte da divergência à ofensa.  Mas quem, esse homem do subúrbio, pensa que é?  É difícil, Jesus, hoje como ontem.  E, no entanto, muitas vezes também nós nos comportar assim com Ele.

Caríssimos, é necessário nos libertarmos do jugo, do peso dos complexos, preconceitos e fofocas. Deus escolhe amalgamar a sua Palavra com as nossas pobres palavras, Ele confia o tesouro do evangelho aos nossos frágeis vasos de barro. Se Ele não tem medo disso, nós é que teríamos?

Por isso, peçamos ao Senhor que converta os nossos corações a Ele. Que nós, buscando e amando-O, nos tornemos capazes em Seu Nome de amar e olhar para cada homem, cada mulher, como seu filho ou filha, sua preciosa criatura.

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