Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

23ª Semana – Quinta-feira – T.C.

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Lc 6, 27-38

Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso

 

Lucas, dirigindo o seu Evangelho a uma comunidade de Gregos, longe dos sofismas da Lei de Moisés, oferece em poucas e densas linhas o que Mateus relata em três longos capítulos do seu texto (5-7).

Jesus, primando pelo amor, diz: “A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra”, ou seja “desarma-te”, “não incutas o medo”.  É certo que Ele, com esta afirmação, não propõe a passividade doentia dos fracos, mas sim uma iniciativa determinada e corajosa. Ele quer que nós restabeleçamos a relação, que dêmos o primeiro passo, que perdoemos, que recomecemos, que remendemos a trama da vida, muitas vezes rasgada pela violência.

O discípulo cristão, portanto, é aquele que inventa reações novas. Graças à criatividade do amor, ele muda os planos, não pagando com a mesma moeda, é assim destrói as as regras do mal.

Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Ora, Eu vos digo: Amai os vossos inimigos” (Mt 5,43-44). Todo o Evangelho se concentra neste “amai-vos”, caso contrário, vós vos destruireis.

Além disso, Jesus vai direto ao cerne da questão: “a medida que usardes para os outros, servirá também para vós”.

Quando julgamos sem piedade ou fazemos avaliações duras, quando usamos apenas o nosso “eu” como parâmetro, nós nos condenamos com as nossas próprias mãos. Quantos males não fazemos ao próximo, a comunidade…!?

Ademais, quem somos nós para julgar (cf. Papa Francisco, Incontro com os Jornalistas durante o voo de regresso da Visita Ap. ao Brasil, 28.07.13)? Uma lógica de generosidade, de disponibilidade, de entrega, nos permite, pelo contrário, ser misericordiosos como Deus, Pai misericordioso, e receber misericórdia. Portanto, “revesti-vos do amor, que une a todos na perfeição” (Cl 3,14).

Boa meditação, caríssimos. JB

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