Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

25ª Semana – Sábado – T.C.

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Lc 9, 43-45

“… o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens…

 

Agora que o passo foi dado, agora que a multidão O aplaude e O segue, agora que as coisas parecem estar a correr bem, Jesus revela aos seus discípulos o seu difícil e doloroso futuro: “o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens”.

Os seus discípulos não esperavam por isso! Pelo contrário, esperavam pelo seu triunfo, pela sua glória, que seria completamente diferente de ir ao encontro dum destino trágico. Na lógica dos discípulos, portanto, não estavam previstas a paixão e a morte.

Eles estariam pensando: “Como acreditar e pensar num Messias sofredor, pendurado na cruz como um escravo? Como podemos imaginar tal abismo de amor, disposto a abandonar a própria divindade para compartilhar o pecado da humanidade e se aniquilar?

Pois é, só depois da Ressurreição que eles entenderão, perceberão que também terão que imitar o seu Senhor no anúncio do Evangelho do amor e sofrer perseguições e conflitos. Porém, agora, sem compreender “aquelas palavras misteriosas para eles” e, temerosos, nem se atrevem “O interrogar sobre tal assunto.

Caríssimos, as vezes também nós almejamos e olhamos apenas para o triunfo, a glória; não temos em conta que só testemunhando a mensagem evangélica da morte e da ressurreição, mesmo na dor, teremos a certeza de compreender a vida de Jesus e a nossa vida e de sermos consolados nas dúvidas e nas incertezas.

No entanto, estejais certos disto, como eu tinha afirmado ontem: ainda que o caminho da Cruz nos faça conhecer Jesus como Messias sofredor, a Ressurreição O apresenta a nós como Redentor e vencedor da morte. Não vos entristeçais com a Cruz, pois para chegar ao “Domingo da Ressurreição” é preciso passar pelo sofrimento da “Sexta Feira Santa”.

E a propósito disto, Romano Battaglia, escritor e jornalista italiano (1933-2012), no seu livro “Sulla riva dei nostri pensieri”, dizia: “a cruz deve aparecer para nós em toda a sua verdade.  Ela liga a terra ao céu, estende os braços em todas as direções, é o sinal misterioso da humanidade universal, a moldura sobre a qual é tecida a nossa vida”.

Que o Senhor aumente a nossa fé para estarmos sempre com Ele, mesmo nos momentos em que tivermos de carregar a nossa cruz (doenças, conflitos, limitações, fracassos …).

Boa meditação e bom fim da Semana, caríssimos. JB

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