Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

26ª Semana – Terça-feira – T.C.

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Lc 9, 51-56

… Tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém”.


Jesus é firme e determinado.  Inabalável, Ele vai diretamente a Jerusalém, a Cidade Santa “que mata os profetas” (Lc 13,34).  Portanto, Ele sabe muito bem que ali Lhe atende uma cruz.

Mas, como muitos profetas e o próprio João Batista, o Senhor enfrenta a rejeição.  E hoje a afronta é por parte de uma aldeia samaritana, passagem necessária para chegar a Jerusalém.

Os discípulos caminham ao lado d’Ele, mas não com Ele. E mesmo que fiquem indignados diante dessa afronta, não entendem que também rejeitam aquele Jesus que se mostra vulnerável ao falar-lhes da sua paixão e morte.

Tiago e João, em particular, dentro de uma lógica de poder mundana, se sentem que podem invocar um fogo do céu para “destruir” aqueles que se opõem a eles: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?

De fato, ainda sonhando com um Messias forte e vitorioso, não conseguem compreender um Deus que se faz carne para viver entre os homens em serviço humilde, a ponto de dar a vida por eles – “o Filho do homem veio para servir e dar a vida pela redenção dos homens” (Mc 10,45).  É preciso lava-pés na Última Ceia, a crucificação e a ressurreição para fazê-los entrever quem é Jesus.

No entanto, Jesus os repreende.  E é uma repreensão também para todos nós, que muitas vezes somos incapazes de segui-Lo no caminho para o Calvário, e depois nos tornamos intransigentes para com aqueles que experimentam as mesmas dificuldades que nós;  a nós que, muitas vezes, basta as primeiras dificuldades para abandonarmos tão logo a fé, porque ela se tornou mais exigente.

Caríssimos, São Paulo diz-nos na sua Carta aos Filipenses: “quanto a Cristo, vós foi concedida a graça não só de crer n’Ele, mas também de sofrer por Ele” (Fl 1, 29).  Portanto, amar a Cristo também significa saber compreendê-Lo, principalmente no caminho do Calvário, pois isto também se insere no seu seguimento.

Ademais, aqueles que decidiram ir atrás d’Ele, devem renunciar as coisas deste mundo e deixar de se nutrir com vãs aspirações.  Eles sabem que não pertencem mais a si mesmo, mas ao Evangelho. A propósito São John Henry Newman disse: “não olhe se o caminho é estreito ou difícil, mas apenas aonde ele leva”.

Portanto, não nos deixemos bloquear pela nossa natureza limitada, sigamos Jesus, vale a pena, é Ele o modelo a seguir, a fonte de todos os bens e verdadeira felicidade.

Com efeito, depois do seu fim, que é o confim, Ele nos abre para a Ressurreição.  Ele abre os nossos olhos para vermos n’Ele a pequenez de Deus que é sua verdadeira grandeza.

Boa meditação, caríssimos. JB

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