Rua Pe. Martinho Pinto da Rocha São Tomé, São Tomé e Príncipe

32ª Semana – Quinta-feira – T.C.

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S. Martinho de Tours, Bispo (séc. IV)

Lc 17, 20-25

“… os fariseus perguntaram a Jesus quando viria o reino de Deus

 

Os fariseus estavam preocupados com a questão do Reino, o tempo e a forma como se manifestaria. Para eles, todavia, era apenas um problema político, pois, precisavam de um “Messias” para os libertar dos invasores.

Em vez disso, Jesus fala de um Reino de Deus que, como uma pequena planta, cresce nas pregas da história: “está no meio de vós”, é o fermento do mundo, e quem o sente são aqueles que são “um” com Jesus, que realizam o Evangelho nas suas vidas.

Um Reino que não está nas nuvens, mas que vive no concreto da vida cotidiana. Muitos, diz o Senhor, pensam de encontra-lo em alugares, nos eventos marcantes espectaculares ou até recorrendo-se aos milagres e às aparições.

Não é assim. São necessárias especiais antenas para captá-lo.  Os olhos carnais, para o efeito, são de pouca utilidade, pois só vêem as coisas; é o olhar do coração que pode reconhecê-lo.

“O Reino de Deus não vem de maneira visível …”. Mas, quantas vezes pensamos que a presença de Deus coincide com algo imaginário, ou que é um acontecimento que nos perturba?!

Caríssimos, é pobre a fé que precisa de milagres para poder acreditar; é pobre a fé que precisa de confirmações constantes. Saibais disto: Deus existe e é amor muito concreto. Ele está na vida cotidiana, nas liturgias, nas iniciativas de caridade, na atuação da Palavra que se realiza o Reino, não em outro lugar.

A paróquia, a nossa comunidade de fé, é uma antecipação e uma realização parcial do Reino, que já está ativa, embora ainda não seja plenamente tangível, como argumentou Oscar Cullmann (teólogo luterano francês do século XX) “o Reino de Deus está entre o já e o ainda não”, portanto, não ainda na sua plenitude.

Sendo assim, caríssimos, o desafio é viver cada dia com o compromisso de realizar os sinais do Reino: partir o pão da paz, do perdão, da partilha. Assim ele cresce.

A respeito disto, o beato Pino Puglisi (1937-1993, sacerdote italiano, assassinado pela máfia por causa do seu trabalho de prevenção contra a delinquência e a droga com os jovens) acrescenta: “quando o coração de uma pessoa se entrega a Deus, quando ela diz sim, então vem o Reino, então Deus reina”.

Por isso, abrindo os nossos olhos, ouvidos, mente e coração, peçamos ao Senhor o espírito de sabedoria e, com a vida, continuemos rezando como Ele nos ensinou: “Pai nosso, … venha a nós o vosso Reino”. 

Boa reflexão, caríssimos. JB

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